A Datsun apresentou o 310-GX como parte de seu esforço para defender sua posição no mercado de carros pequenos, cada vez mais competitivo. O novo modelo de três portas era a versão mais esportiva do sedã 310 padrão e representava a segunda tentativa da empresa de produzir um sedã de tração dianteira, depois do malsucedido F-10.

O 310 manteve o layout mecânico básico do F-10: um motor de quatro cilindros de 1397 cc montado transversalmente e acionando as rodas dianteiras, suspensão independente e colunas MacPherson na dianteira. Além disso, porém, a Datsun revisou substancialmente o carro. O 310 era cinco polegadas mais longo e quatro polegadas mais largo que seu antecessor, enquanto o interior recebeu bancos de veludo, carpete mais espesso e um painel de instrumentos com acabamento mais cuidadoso.

Os equipamentos de série incluíam bancos dianteiros reclináveis, banco traseiro rebatível, limpadores intermitentes, freios assistidos, desembaçador traseiro, relógio de quartzo e acionamentos remotos para a tampa traseira e a portinhola do tanque de combustível. O GX acrescentava transmissão manual de cinco marchas, conta-giros, limpador-lavador do vidro traseiro, janelas basculantes traseiras, volante de quatro raios e pneus mais largos.

Depois de dirigir o GX por mais de 2000 milhas, a Car and Driver constatou que as melhorias não haviam eliminado as deficiências do carro. A carroceria mais larga proporcionava mais espaço para os passageiros dianteiros, mas o espaço para as pernas no banco traseiro continuava severamente limitado. O habitáculo também combinava estofamento e carpete atraentes com painéis de porta de aparência barata, criando uma impressão inconsistente.

A praticidade no uso diário era outro ponto fraco. O rádio AM/FM opcional oferecia recepção ruim e um alto-falante ineficaz, enquanto os sistemas de aquecimento e desembaçamento eram apenas marginalmente satisfatórios e notavelmente barulhentos. A transmissão de cinco marchas tinha um padrão de engates desajeitado, com a primeira marcha posicionada para baixo e à esquerda e a ré diretamente à frente, sem bloqueio. O carro de teste também frequentemente raspava ao engatar a terceira marcha e ocasionalmente selecionava a ré durante a mudança da primeira para a segunda.

O motor produzia vibração significativa em marcha lenta, e o escapamento se tornava particularmente áspero em rotações elevadas. Como problemas semelhantes apareceram em um sedã 310 avaliado pela revista, os testadores consideraram muitas dessas questões inerentes ao projeto, e não defeitos isolados do GX.

Apesar dessas falhas, o 310-GX oferecia características de condução atraentes. Seu motor de 65 cavalos de potência subia de giro com disposição, a caixa de cinco marchas ajudava a aproveitar ao máximo sua potência e a direção proporcionava respostas diretas e uma percepção útil da estrada. Depois que os motoristas se acostumavam com a suavidade inicial da suspensão ao iniciar as curvas, o GX se mostrava divertido em estradas sinuosas. Também era estável em rodovias e registrava um consumo estimado de 27 mpg em condução urbana.

A Car and Driver registrou 0–60 mph em 12,7 segundos, com o quarto de milha sendo percorrido em 19,3 segundos a 70 mph. A revista mediu velocidade máxima de 90 mph e uma distância de frenagem de 70–0 mph de 196 pés.

O Datsun 310-GX 1979 tinha preço básico de US$ 5365 e custava US$ 5490 conforme testado, com seu rádio AM/FM de US$ 125. A avaliação concluiu que o carro era um avanço claro em relação ao F-10, mas continuava atrás de concorrentes como os compactos X-body da GM em espaço, qualidade de rodagem, silêncio, refinamento e acabamento interno. Por US$ 5500, o Datsun oferecia economia modestamente melhor, mas não conseguia igualar a sofisticação geral desses rivais.

Nos comentários que acompanharam a avaliação, os integrantes da equipe da Car and Driver discordaram quanto ao apelo do GX. Um considerou seu estilo e sua transmissão especialmente problemáticos e previu que os compradores poderiam preferir o sedã 310 mais simples. Outro encarou o ruído mecânico e o caráter áspero do carro como parte de seu charme, embora reconhecesse que seu preço tornava essas qualidades mais difíceis de justificar.

Fontes: Car and Driver.